Critica do Filme Professora sem Classe

Título Original: Bad Teacher
EUA – 92 min.
Comédia
Direção: Jake Kasdan
Roteiro: Gene Stupnitsky, Lee Eisenberg
Elenco: Cameron Diaz, Jason Segel, Justin Timberlake, Lucy Punch, Phyllis Smith, John Michael Higgins, Kaitlyn Dever, Matthew J. Evans

Elizabeth Halsey (Cameron Diaz) trabalha como professora, mas não vê a hora de deixar a função. Seus planos vão por água abaixo quando seu noivo termina o relacionamento, acusando-a de gastar dinheiro demais. Após o fracasso desta última tentativa de golpe, ela se vê obrigada a voltar a dar aulas.

Elizabeth não está interessada em ensinar os alunos e pouco se importa com as tentativas de integrar os professores,  capitaneada pelo diretor Wally (John Michael Higgins) e a professora Amy (Lucy Punch). Ela sonha em encontrar um homem que a sustente e, para tanto, decide fazer uma operação para aumentar os seios, por acreditar que, desta forma, será mais atraente. Sem dinheiro, ela começa a dar pequenos golpes envolvendo alunos e professores, para conquistar o professor , vivido por Justin Timberlake, que é belo e rico,para ela não existe barreiras morais ou legais que possam lhe impedir para que possa atingir sua meta,

O filme possui um bom elenco e o roteiro até que é razoável, o filme não consegue sair do lugar comum e chega a ser chato em alguns momentos. A comédia entra num abismo sem fim com piadas sem graças e cenas forçadas. Apesar de nem tudo estar perdido, Cameron Diaz está excelente neste papel ,ela foge completamente dos estereótipos de mocinhas que a atriz costuma interpretar,

Professora sem Classe não é um filme ruim. Eu o indico para aqueles que procuram uma comédia razoável

DIREITOS HUMANOS SÃO PARA HUMANOS DIREITOS?

RESUMO:

Este artigo pretende mostrar com algumas leituras feitas sobre as diversas concepções que o povo Brasileiro tem em relação aos direitos humanos que este mesmo direito deveria ser para pessoas direitas.

 

PALAVRAS-CHAVES: Direitos Humanos, concepções sociais

 

No dia 10 de dezembro de 2011 estaremos comemorando os 63 anos de aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, documento que marca a gênese mundial dos Direitos Humanos moderno,

Muitos documentos, acordos, convenções e tratados internacionais importantes foram firmados ao longo desses anos, só no Brasil tivemos muitos avanços e várias conquistas foram obtidas (estatuto do idoso, estatuto da criança e do adolescente, lei Maria da penha entre outros). Mas, apesar de tantos esforços e luta em defesa dos direitos humanos, a população brasileira ainda tem uma idéia totalmente “abstrata” do que são os direitos humanos. Muitos ainda acham que os direitos humanos deveria ser para pessoas “direitas” conforme pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

Na pesquisa uma das expressões que mais chamou atenção foi  “Bandido bom é bandido morto.” 43% dos brasileiros concordam – total ou parcialmente – com essa expressão, conforme revelou  a pesquisa encomendada pela SDH  no ano de 2008. “Direitos humanos deveriam ser só para pessoas direitas”, dizem 34% dos brasileiros, conforme o mesmo trabalho, respondido por 2011 indivíduos e coordenado pelo professor Gustavo Venturi, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Essa pesquisa nos mostra o quanto à maioria da população desconhece e discrimina de certa forma os direitos humano, conforme cita Rios [1]

 

A discriminação indireta acaba criando situações onde a discriminação toma foros institucionais, nas quais idênticas condições repercutem de modo diferenciado, adverso e gravoso a grupos particulares de modo continuado e sistemático.

 

Estes atentados constantes à dignidade humana, as extremas desigualdades sociais, os desrespeitos aos cidadãos (crianças, idosos, homossexuais, presos, negros, pobres, índios, deficientes e presidiários…) ainda se fazem presentes no cotidiano de boa parte do nosso país.

Respeitar os Direitos Humanos é promover a vida em sociedade, sem discriminação de classe social, de cultura, de religião, de raça, de etnia, de orientação sexual. Para que exista a igualdade de direitos, é preciso respeito às diferenças sendo elas quais forem, Nunes[2] diz:

 

Os direitos humanos constituem a ser uma terreno de conflitos entre concepções diferentes do que são esses direitos e sobre condições da sua aplicação e das sanções à sua violação

.

Os Direitos Humanos fundamentam-se na preservação da vida e na sua integridade sendo elas físicas morais e sociais. Assim, a transgressão dos direitos fundamentais viola a vida, em termos uma colocação simples, significa que o direito de ser diferente e diferente, e ter a liberdade de ter suas próprias crenças, e opiniões, bem como não sofrer discriminação em virtude de raça, cor ou credo condição social e etária ou sexual.

Podemos observar que a violação dos Direitos Humanos atinge muito mais aqueles que são excluídos socialmente ou pertencem a minorias étnicas, religiosas ou sexuais. Mas, todos podem ter os seus direitos fundamentais violados.


[1]RIOS, Roger Raupp. Relações raciais no Brasil: desafios ideológicos à efetividade do princípio jurídico da igualdade e ao reconhecimento da realidade social discriminatória entre negros e brancos. (in: BALDI, Direitos Humanos na Sociedade Cosmopolita 2004, p. 136)

[2]NUNES, João Arriscado. Relações raciais no Brasil: desafios ideológicos à efetividade do princípio jurídico da igualdade e ao reconhecimento da realidade social discriminatória entre negros e brancos. (in: BALDI, Direitos Humanos na Sociedade Cosmopolita 2004, p. 17)

O Contexto do “Ser” Negro no Brasil

Introdução:

O Brasil foi à última nação da América a abolir a escravidão.  A força de trabalho que os negros colocaram nesse pais produziu uma imensa riqueza durante 300 anos. Oprimido e explorado, o negro encontra nas suas raízes africanas a força para resistir à dominação dos senhores nas suas fazendas. E muitos aspectos de sua cultura permaneceram vivos, como, por exemplo, a religião. O candomblé, ritual religioso com danças, oferendas e cultos para Orixás, atravessou a história e aparece como uma prova de preservação das raízes do povo africano no Brasil. Mas o que é ser negro no contexto atual.

Palavras- Chave: Escravidão, negro, contextualidade

A escravidão é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedades sobre outro designado como escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades desde os tempos mais remotos os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme o sexo, a idade, a procedência.

O dono ou comerciante poderia comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo pudesse exercer qualquer direito ou objeção pessoal ou legal.

Quando os negros vieram para o Brasil, elas não vieram aproveitar as riquezas naturais, mas vieram trazidos como objetos, dentro dos “navios negreiros”, para trabalharem como mão – de – obra escrava, sem receber nada em troca, a não ser é claro os diversos castigos e humilhações em que os mesmo passavam, em muitos casos até mesmo a morte, já que para nossos exploradores o negro não era gente, não tinha alma, e muito após a abolição a Igreja reconheceu que o negro tinha alma.

O próprio padre Antonio Viera defendia abertamente os índios, mas mantinha-se ambíguo frente aos escravos negros: ora tentando justificar a escravidão, ora condenando veementemente seus malefícios éticos e sociais.

Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Mas para muitos essa liberdade não poderia mais ser aproveitada como deveria. Após anos de dominação, os negros foram lançados numa sociedade preconceituosa, de forma desarticulada, sem dinheiro, sem casa, sem comida, sem nenhuma condição de se estabelecer se tornando a pior “praga”  durante o período colonial,

O problema não era ser ex- escravo o problema maior era ser negro, pois para a sociedade da época o ser negro era feio, era sinônimo de submissão eterna, portanto uma ofensa. O negro continuou excluído, pois a abolição não foi seguida, o negro ficou “descamisado” não ganhou terras, nem se providenciaram escolas de aprendizados e de educação. Substituiu-se, apenas, o escravo pelo mal assalariado, dentro do mesmo sistema cultural escravagista. como bem disse Rui Barbosa, Deixaram-no estiolar nas senzalas, de onde ausentara o interesse pela sua antiga mercadoria, pelo gado humano de outrora. Executada assim, a abolição era um agonia atroz. Dar liberdade ao negro, desinteressando-se, como se desinteressando absolutamente de sua sorte, não vinha a ser mais que alforriar os senhores”,

Hoje, no Brasil, ainda é possível ver os reflexos dessa história de desigualdade e exploração. Alguns indicadores referentes à população, família, educação, trabalho e rendimento e que são importantes para retratar de forma resumida a situação social, pretos e pardos, revelam desigualdades em todas as dimensões e áreas geográficas do País. Apontam, também, para uma situação marcada pela pobreza, sobretudo para a população de pretos e pardos.

A disparidade social que hoje vive negros e pardos são  reflexos dos trezentos anos de escravidão ocorridas no Brasil representado pelo cruel regime social de sujeição do negro e utilização de sua força, explorada para fins econômicos, como propriedade privada do homem branco.

Bibliografia

NEGRITUDE. Stanford Encyclopedia of Philosophy. Disponível em http://plato.stanford.edu/entries/negritude/ Acessado em 26/01/2011. Trad. Livre por Paulo César Carbonari. [Disponível no site do Curso]

RIOS, Roger Raupp. Relações raciais no Brasil: desafios ideológicos à afetividade do Princípio Jurídico da igualdade e ao reconhecimento da realidade social discriminatória entre negros e brancos. In: BALDI, César Augusto (Org.). Direitos Humanos na sociedade cosmopolita. Rio de Janeiro: Renovar, 2004..

ROMÃO, Jeruse (Org.). História da Educação do Negro e Outras Histórias. Brasília: MEC, SECAD, 2005. Disponível em http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=649&Itemid=