O Contexto do “Ser” Negro no Brasil

Introdução:

O Brasil foi à última nação da América a abolir a escravidão.  A força de trabalho que os negros colocaram nesse pais produziu uma imensa riqueza durante 300 anos. Oprimido e explorado, o negro encontra nas suas raízes africanas a força para resistir à dominação dos senhores nas suas fazendas. E muitos aspectos de sua cultura permaneceram vivos, como, por exemplo, a religião. O candomblé, ritual religioso com danças, oferendas e cultos para Orixás, atravessou a história e aparece como uma prova de preservação das raízes do povo africano no Brasil. Mas o que é ser negro no contexto atual.

Palavras- Chave: Escravidão, negro, contextualidade

A escravidão é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedades sobre outro designado como escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades desde os tempos mais remotos os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme o sexo, a idade, a procedência.

O dono ou comerciante poderia comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo pudesse exercer qualquer direito ou objeção pessoal ou legal.

Quando os negros vieram para o Brasil, elas não vieram aproveitar as riquezas naturais, mas vieram trazidos como objetos, dentro dos “navios negreiros”, para trabalharem como mão – de – obra escrava, sem receber nada em troca, a não ser é claro os diversos castigos e humilhações em que os mesmo passavam, em muitos casos até mesmo a morte, já que para nossos exploradores o negro não era gente, não tinha alma, e muito após a abolição a Igreja reconheceu que o negro tinha alma.

O próprio padre Antonio Viera defendia abertamente os índios, mas mantinha-se ambíguo frente aos escravos negros: ora tentando justificar a escravidão, ora condenando veementemente seus malefícios éticos e sociais.

Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Mas para muitos essa liberdade não poderia mais ser aproveitada como deveria. Após anos de dominação, os negros foram lançados numa sociedade preconceituosa, de forma desarticulada, sem dinheiro, sem casa, sem comida, sem nenhuma condição de se estabelecer se tornando a pior “praga”  durante o período colonial,

O problema não era ser ex- escravo o problema maior era ser negro, pois para a sociedade da época o ser negro era feio, era sinônimo de submissão eterna, portanto uma ofensa. O negro continuou excluído, pois a abolição não foi seguida, o negro ficou “descamisado” não ganhou terras, nem se providenciaram escolas de aprendizados e de educação. Substituiu-se, apenas, o escravo pelo mal assalariado, dentro do mesmo sistema cultural escravagista. como bem disse Rui Barbosa, Deixaram-no estiolar nas senzalas, de onde ausentara o interesse pela sua antiga mercadoria, pelo gado humano de outrora. Executada assim, a abolição era um agonia atroz. Dar liberdade ao negro, desinteressando-se, como se desinteressando absolutamente de sua sorte, não vinha a ser mais que alforriar os senhores”,

Hoje, no Brasil, ainda é possível ver os reflexos dessa história de desigualdade e exploração. Alguns indicadores referentes à população, família, educação, trabalho e rendimento e que são importantes para retratar de forma resumida a situação social, pretos e pardos, revelam desigualdades em todas as dimensões e áreas geográficas do País. Apontam, também, para uma situação marcada pela pobreza, sobretudo para a população de pretos e pardos.

A disparidade social que hoje vive negros e pardos são  reflexos dos trezentos anos de escravidão ocorridas no Brasil representado pelo cruel regime social de sujeição do negro e utilização de sua força, explorada para fins econômicos, como propriedade privada do homem branco.

Bibliografia

NEGRITUDE. Stanford Encyclopedia of Philosophy. Disponível em http://plato.stanford.edu/entries/negritude/ Acessado em 26/01/2011. Trad. Livre por Paulo César Carbonari. [Disponível no site do Curso]

RIOS, Roger Raupp. Relações raciais no Brasil: desafios ideológicos à afetividade do Princípio Jurídico da igualdade e ao reconhecimento da realidade social discriminatória entre negros e brancos. In: BALDI, César Augusto (Org.). Direitos Humanos na sociedade cosmopolita. Rio de Janeiro: Renovar, 2004..

ROMÃO, Jeruse (Org.). História da Educação do Negro e Outras Histórias. Brasília: MEC, SECAD, 2005. Disponível em http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=649&Itemid=

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