Tarefas da educação na construção de uma sociedade acolhedora da diversidade étnico-religiosa

 

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.

 (Nelson Mandela)

 

Edyana Silva Ribeiro[1]

Dionatan da Silva[2]

Para que as escolas desempenhem de forma adequada o papel de educar, é necessário que se constituam em espaço democrático de produção e divulgação de conhecimentos e de posturas que visam uma sociedade justa. A escola tem um papel muito importante na eliminação das discriminações e na emancipação dos grupos discriminados ao proporcionar acesso aos conhecimentos científicos, aos registros culturais diferenciados, à conquista de racionalidade que rege as relações sociais e raciais e aos conhecimentos avançados, indispensáveis para o fortalecimento e o concerto das nações como espaços democráticos e igualitários.

Para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm de desfazer a mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando as relações étnico-raciais e sociais, através de processos pedagógicos. Isso não pode ficar reduzido a palavras desvinculadas da experiência vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhes são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.

Será preciso rever o saber escolar e também investir na formação do educador, possibilitando-lhe uma formação teórica diferenciada da eurocêntrica. O currículo monocultural até hoje divulgado deverá ser revisado e a escola precisa mostrar aos alunos que existem outras culturas. E a escola terá o dever de dialogar com tais culturas e reconhecer o pluralismo cultural brasileiro.


[1] Edyana Silva Ribeiro, Graduada em Letras pela Universidade de Passo Fundo, 2004. Atualmente, estudante do curso de Pós-Graduação em Direitos Humanos – IFIBE

[2] Dionatan da Silva, Formado em Letras – Licenciatura Plena, Especialista em Metodologia para o Enfrentamento a Violência Contra a Criança e o Adolescente da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, Discente do curso de Especiliazação em Direitos Humanos – IFIBE

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