O Papel da Educação e Direitos Humanos frente aos Conflitos e Desigualdade na Sociedade Contemporânea

É a escola responsável pelo processo de socialização infantil, com crianças de diferentes núcleos familiares no qual se estabelecem relações, e esse contato diversificado poderá fazer da escola o primeiro espaço de vivência das tensões raciais.
    Sabe-se que a ação tomada pelos professores frente à discriminação são conversas, repreensão aos alunos, encaminhamento a coordenação pedagógica e isso demonstra um certo despreparo, pois não se percebe uma prática pedagógica que realmente desautorizasse a discriminação.
    Sabe-se que a menor escolaridade e maior presença dos negros são em famílias de baixa renda  que resultam em uma combinação desfavorável, ou seja, uma situação de pobreza das famílias chefiadas por negros e que acaba por interferir na vida escolar dos seus membros, que, muitas vezes, são obrigados a deixar os estudos mais cedo para buscar uma colocação no mercado de trabalho.
No capitalismo, as leis de mercado são apresentadas como o único caminho para o convívio social e o progresso econômico; não faz sentido algum falar-se em ética e direitos humanos, exceto quando se assumem valores que se situam acima das regras econômicas vigentes, só assim é que falar-se em ética, cidadania e direitos humanos faz sentido.
    Para garantir esses direitos, torna-se necessária uma educação anti-racista para retirar do contexto dos alunos o preconceito e a discriminação, hoje com presença forte no contexto escolar assim como. Afirma Cavalleiro: Uma educação anti-racista prevê necessariamente um cotidiano escolar que respeite, não apenas em discurso mas também em prática, as diferenças raciais, é indispensável para a sua realização a criação de condições que possibilitem a convivência positiva entre todos. Toda e qualquer reclamação de ocorrência de discriminação e preconceito no espaço escolar deve servir de pretexto pra reflexão e ação. As vitimas e protagonistas dessas situações não são culpados por tais acontecimentos, visto que são resultantes das relações em nossa sociedade.
O grande desafio das escolas é destruir estigmas e estereótipos que levam a discriminação e ao preconceito, com atitudes mais rígidas dos professores com relação às práticas discriminatórias, pois promover a inclusão da diversidade étnica, racial e cultural é o caminho para se construir uma sociedade mais justa e democrática.
     De acordo com Aranha, (2004) uma escola somente poderá ser considerada inclusiva quando estiver organizados para favorecer a cada aluno, independentemente de etnia, sexo, idade, deficiência, condição social ou qualquer outra situação. Um ensino significativo é aquele que garante o acesso ao conjunto sistematizado de conhecimentos como recursos a serem mobilizados.
    É certo, conforme afirma Brooke (2002), que sem as políticas afirmativas as mudanças nas relações raciais serão muito mais lentas. Ao discorrer sobre as perspectivas de estudo de negros, ele defende uma intervenção mais efetiva, de forma a aumentar o acesso e a permanência do negro no sistema educacional. Afirma Cavalleiro:A ausência de atitude por parte de professores (as) sinaliza á criança discriminada que ela não pode contar com a cooperação de seus/suas educadores/as. Por outro lado, para a criança que discrimina, sinaliza que ela pode repetir a sua ação visto que nada é feito, seu comportamento nem se quer é criticado. A convivência por parte dos profissionais da educação banaliza a discriminação racial. (CAVALLEIRO, 2001, p. 115).

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