Critica sobre o Filme Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy)

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Vamos começar pelo óbvio: Guardiões da Galáxia  na minha opinião não é um dos melhores filmes  da Marvel cada filme da produtora tem o seus críticos e seus defensores. Porem este filme conquistou o seu rol da fama entre muitos cinefolos no mundo, tenho receio quando os quadrinhos viram adaptações para o cinema, mas a MARVEL acertou mais uma vez neste filme

Na trama, o terráqueo Peter Quill (Chris Pratt) é um pirata espacial conhecido  como o legendário fora da lei Star-Lord que tenta levar o orb (uma esfera poderosíssima pode destruir planetas) para o corretor, que lhe pagaria uma boa quantia para tal. Acontece que a esfera é alvo de muitas facções intergalácticas e Quill acaba preso junto com um grupo de renegados formado por Gamora (Zoe Saldana) uma órfã verde de habilidades letais e com sede de vingança, Drax (Dave Bautista) o brutamontes que tem um alto desejo de vingar sua familia, Groot (dublado por Vin Diesel) um monstro planta brutal e tremendamente amigável. Parece um bicho de estimação gigante e Rocket (dublado por  Bradley Cooper) pequenino guaxinim que tem o desejo de metralhar tudo. E é aí que a aventura começa! Pois este grupo de desajustados (rebeldes, interesseiros, soldados…) tem de unir forças para derrotar um inimigo em comum.

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O grande barato de “Guardiões da galáxia” é sua engenharia de produção. Não se trata de um filmaço, mas de um filme que dificilmente desagradará alguém; e que agradará muita gente como atestam as bilheterias e as convulsões nas redes sociais. Para chegar a esse feliz denominador comum, a Marvel apostou na combinação de humor e ação que e confiou ao satírico James Gunn o controle, ainda que parcial, da empreitada.

Tecnicamente o filme é interessante. Toda a ambientação é altamente imersiva, sets incríveis os efeitos especiais nos levam a crer que um guaxinim pode mesmo manusear com precisão uma poderosa arma espacial.

Uma trilha sonora afiada, a reverência aos anos 80 e um protagonista em estado de graça ajudam a consolidar o filme como a grande sensação da do sci-fi

Enfim, Guardiões da Galáxia pode ser definido como entretenimento épico.

Critica do Filme “Juntos e Misturados ” (Blended)

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Você sabia que Drew Barrymore e Adam Sandler já estrelarem três filmes juntos “Afinado no Amor” (1998), “Como Se Fosse a Primeira Vez” (2004) e o mais novo filme da dupla Juntos E Misturados. Todos eles são comédias românticas, onde os atores formam um casal?  No mais novo filme da dupla é mais uma dessas comédias controversas. Além do costumeiro humor caricato, quase infantil, o longa se apóia em uma visão estereotipada de gênero, talvez inspirada por sitcons fracassadas dos anos 90.

Na trama,  Drew Barrymore é Lauren, uma mulher recém-separada que foi traída pelo marido. No filme, ela tem um encontro às cegas desastroso com o viúvo Jim (Adam Sandler) que  é o típico cara idiota e intelectualmente desfavorecido, algo que o ator já interpretou em tantas oportunidades. Em comum o fato de ambos criarem seus filhos sozinhos. outro fato diferente das outras produções,  e que nenhum dos dois se apaixona à primeira vista. Mas o destino acaba se encarregando de fazê-los se encontrar novamente

Após várias situações bizarras, o longa coloca o casal e suas famílias para dividir um resort na África. É aí que o roteiro constrói uma série de personagens de maneira agressiva: a menina com visual masculino ridicularizada, o africano machão e sorridente, o adolescente ávido por masturbação e por aí vai.

Sem decidir se é uma comédia romântica ou um besteirol, o filme mescla situações dos mais diversos tipos, alternando momentos de gosto duvidoso e sequências dramáticas rasas. Juntos e Misturados nunca é engraçado o suficiente para fazer rir e nem profundo o necessário para emocionar. Ou você acha possível rir de rinocerantes transando e de uma garota chamada ESPN?

O diretor parece ter perdido uma oportunidade para discutir assuntos mais pertinentes no longa,.  Juntos e Misturados é o típico filme que pode se transformar em um programa familiar de domingo, mas acho que você pode fazer algo melhor da vida do que experimentar duas horas de um humor ofensivo, preconceituoso e que parece perfeito para um público que não questiona aquilo que assiste.

Critica sobre o Filme O Apocalipse (Left Behind)

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O fim do mundo sempre esteve na moda principalmente para o ator Nicolas Cage que já fez, além desse, outros  trabalhos com temática semelhante, como em “Presságio” (2009).Coincidência ou não, ambos são longas absolutamente grotescos onde pouca coisa ou praticamente nada se salva do desastre completo. O filme é  de péssima qualidade das obras em si.

Neste “O Apocalipse”, remake da trilogia “Deixados Para Trás” iniciada em 2001 e baseada na série de livros homônimos, Em meio a tal cenário desolador, acompanhamos um grupo dos “deixados para trás” que buscam seguir em frente. Nicolas Cage vive o piloto Ray Steele, pai de uma família desestruturada e, ao que tudo indica infiel à esposa Irene (Lea Thompson), uma fanática religiosa. A filha do casal, a bela Chloe, que mora fora e veio visitar a família no aniversário do pai, é uma cética que desdenha das crenças da mãe. Observamos isso no primeiro conflito que aparece quando Chole debate  com uma fanática religiosa no aeroporto. Quando o personagem de Cage precisa ausentar-se no seu aniversario,isso gera um conflito familiar que, após o “arrebatamento”, será posta a prova em duas linhas narrativas equilibradas de maneira artificial e pouco envolvente.

Temos um herói inabalável, o já citado pai de família em um momento difícil, a jovem bonitinha e musa do herói (ainda que ambos tenham acabado de se conhecer no saguão do aeroporto) e, mesmo no avião, as figuras são extremamente constrangedoras, tamanha apelação e falta de criatividade: o anão bad boy, o árabe que todos desconfiam ser um terrorista, o asiático ligado em tecnologia, o casal de velhinhos, a mãe desesperada e por aí vai. Até as referências bíblicas, essenciais para o desenrolar da trama, são colocadas de modo altamente grosseiro e superficial, sem qualquer tipo de reflexão mais profunda.

Do ponto de vista técnico, o filme também não apresenta nada que o torne particularmente diferenciado

É inacreditável a capacidade de Nicolas Cage em escolher mal os seus papéis. Parece que o ator não tem um filtro que separe roteiros bizarros e roteiros arrumados. O que é uma pena, pois apesar de não achá-lo um grande profissional, ele sem dúvidas tem muito mais potencial do que o que costuma apresentar nessas “bombas”. “O Apocalipse” é apenas mais um desses casos, com uma história boba, sem sal e construída de maneira pedestre e artificial, apoiada em uma parte técnica também de péssima qualidade, aumentando a lista de filmes grotescos protagonizados pelo astro de Hollywood.