Critica sobre o Filme O Apocalipse (Left Behind)

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O fim do mundo sempre esteve na moda principalmente para o ator Nicolas Cage que já fez, além desse, outros  trabalhos com temática semelhante, como em “Presságio” (2009).Coincidência ou não, ambos são longas absolutamente grotescos onde pouca coisa ou praticamente nada se salva do desastre completo. O filme é  de péssima qualidade das obras em si.

Neste “O Apocalipse”, remake da trilogia “Deixados Para Trás” iniciada em 2001 e baseada na série de livros homônimos, Em meio a tal cenário desolador, acompanhamos um grupo dos “deixados para trás” que buscam seguir em frente. Nicolas Cage vive o piloto Ray Steele, pai de uma família desestruturada e, ao que tudo indica infiel à esposa Irene (Lea Thompson), uma fanática religiosa. A filha do casal, a bela Chloe, que mora fora e veio visitar a família no aniversário do pai, é uma cética que desdenha das crenças da mãe. Observamos isso no primeiro conflito que aparece quando Chole debate  com uma fanática religiosa no aeroporto. Quando o personagem de Cage precisa ausentar-se no seu aniversario,isso gera um conflito familiar que, após o “arrebatamento”, será posta a prova em duas linhas narrativas equilibradas de maneira artificial e pouco envolvente.

Temos um herói inabalável, o já citado pai de família em um momento difícil, a jovem bonitinha e musa do herói (ainda que ambos tenham acabado de se conhecer no saguão do aeroporto) e, mesmo no avião, as figuras são extremamente constrangedoras, tamanha apelação e falta de criatividade: o anão bad boy, o árabe que todos desconfiam ser um terrorista, o asiático ligado em tecnologia, o casal de velhinhos, a mãe desesperada e por aí vai. Até as referências bíblicas, essenciais para o desenrolar da trama, são colocadas de modo altamente grosseiro e superficial, sem qualquer tipo de reflexão mais profunda.

Do ponto de vista técnico, o filme também não apresenta nada que o torne particularmente diferenciado

É inacreditável a capacidade de Nicolas Cage em escolher mal os seus papéis. Parece que o ator não tem um filtro que separe roteiros bizarros e roteiros arrumados. O que é uma pena, pois apesar de não achá-lo um grande profissional, ele sem dúvidas tem muito mais potencial do que o que costuma apresentar nessas “bombas”. “O Apocalipse” é apenas mais um desses casos, com uma história boba, sem sal e construída de maneira pedestre e artificial, apoiada em uma parte técnica também de péssima qualidade, aumentando a lista de filmes grotescos protagonizados pelo astro de Hollywood.

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