Critica sobre o filme ÊXODO: DEUSES E REIS (EXODUS: GODS AND KINGS).

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“Êxodo: Deuses e Reis” conta a história de Moisés (Bale), antes criado como primo de Ramsés II (Edgerton) que vive como um príncipe do Egito, mas descobrirá sua verdadeira origem e inicia o caminho de libertação de seu povo que vive como escravo há quatro séculos.

Percebemos que sai aquela imagem tradicional que se tem de Moisés como um senhor com barba e cabelos brancos e entra a de um homem jovem e guerreiro, que foi do ceticismo à fé quase cega no Deus de Abraão, levando para a tela do cinema algumas dos feitos bíblicos mais conhecidos de todos, como as pragas do Egito e a travessia do Mar Vermelho.

A trama começa apresentando Seti (Turturro), faraó do Egito, com seus dois príncipes “generais”, Ramsés II e Moisés, que após a batalha de Kadesh e uma visita a uma cidade garimpo e onde tudo muda graças a um evento chamado curiosamente de coincidência. É ai, que os antes primos e “eternos” aliados se transformarão em inimigos. E ai também que se inicia o processo de transformação de Moisés de um príncipe do Egito ao líder do povo hebreu eu rumo da terra prometida (Canaã);

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Se na Bíblia tudo isso leva 80 anos para acontecer, na cronologia do filme leva pouco mais de nove anos. Agora, um pastor de ovelhas, Moisés têm a revelação dos desígnios de Deus em sua vida ao ficar soterrado em pedra  e lama após uma tempestade.

 O roteiro acaba por explorar mais todo o contexto em si da jornada em reviravolta de Moisés, de sua dificuldade e grandeza do que de sua importância em si. Apresenta bem Moisés, Ramsés, traz outras personagens importantes, algumas realmente existiram como Seti, Tuya (Weaver), outras assim como Moisés, pertencem à crença, como Zípora (Valverde), Gérson (Hewetson) – e aqui é o único filho do líder que aparece (o outro é Eliézer), mas erra ao manter um interesse longínquo em Josué (Paul) e no ancião Nun (Kinglsey) apenas para a revelação de Moisés. Também, vemos poucos de Aarão (Tarbet).

 trama busca agilizar alguns acontecimentos a fim de conseguir dinamizar entre a grande história que é, como visto em “Os 10 Mandamentos” (com suas quatro horas de filme) e o encanto e interesse do público na história. Os enforcamentos, as pragas do Nilo, o mar que se abre, a escritura na pedra, tudo está ali, na visão do diretor.

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 Por isso, talvez uma das coisas mais discutidas após assistir esse filme, tenha sido na verdade, uma escolha sensata. Afinal, se parar para analisar, todo o profundo e real conceito de Moisés, no contexto de sua época, não era ser um pastor, mas um libertador de seu povo. E para libertar, precisaria enfrentar. Para enfrentar com um plano, precisa comandar, ser um general. Também fora feliz na representação de Malak (Andrews), o enviado de Deus para despertar em Moisés, a salvação do povo hebreu.

 Esteticamente, Ridley cumpre sua função com perfeição. Toda recriação de Mênfis, em grande ostentação, como em sua abertura, merece aplausos. Tudo como sempre deveria ser feito, construções em escalas reais. E ai, se completa em efeitos visuais. A escolha das locações também ajuda, recriando habilmente toda a região que a história pede. Continua excelente em exibir cenas de combate em grande escala, sabendo exatamente o que mostrar. Ousado com as pragas do Nilo, construído em clima de horror, em especial na primeira, que pode dividir opiniões. Mas, cinema é arte e arte é liberdade estética. Liberdade de expressão. Há claro, outros momentos de se fazer pensar. Só acaba cedendo ao grande apelo e se perdendo um pouco no final.

 “Êxodo: Deuses e Reis” faz sua parte em apresentar uma “nova visão” de um grande história, ainda que, como estando para alguns como fato e para outros como mito, propicia ainda mais a obrigatoriedade justa de se ter sua liberdade para contá-la. Pena que apresente algumas falhas estruturais, mas nada que estrague o grande espetáculo. E de espetáculo, apesar de alguns poucos pesares, Ridley Scott sabe como poucos fazer.

Nota: 8.5

assista o trailer e confira

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