Crítica | Nunca Diga o seu Nome

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Título Original: The Bye Bye Man

Título em Português: Nunca Diga o Seu Nome
Ano: 2017
Duração: 97 minutos
Direção: Stacy Title
Roteiro: Jonathan Penner
Elenco: Douglas Smith, Cressida Bones, Lucien Laviscount, Doug Jones, Carrie Anne-Moss, Michael Trucco, Leigh Whannell, Faye Dunaway

 The Bye Bye Man é um forte candidato ao pior filme de terror 2017. É um filme totalmente preguiçoso, que não agrega  e não assusta ninguém em nada consequentemente também não diverte. Se forem arriscar não arrisque por que é uma porcaria.

O filme não se destaca em nada e traz uma história que até poderia ter sido boa se tivesse caído nas mãos de um (a) diretor(a) competente – o que não é o caso.

O filme tem fortes influências de   Candyman (1992), Slender Man e até mesmo It (1990), o longa traz a história do Bye Bye Man, uma entidade paranormal que é invocada pelo simples dizer de seu nome. A cena de abertura traz um cara paranoico matando várias pessoas com a explicação de que elas disseram o nome “dele” e para não espalhar, a única saída era matando-as.

Por falar no vilão, não ficou muito claro todo o conceito dele no filme. Quando invocado, ele perturba as vítimas para que elas se matem? Se sim, por quê o cara no início diz que ele não iria “pegá-lo”? E outra, o que aquele cão faz? Come as vítimas? Acho que faltou um pouco na historia – nada muito didático, só uma preparação melhor da história. Aliás, não achei o enredo muito ruim, acho que com uma direção melhor e um elenco mais competente, daria pra fazer um filme acima da média.

Corta para os dias atuais, onde Elliot (Douglas Smith, Stage Fright), sua namorada Sasha (Cressida Bones) e seu melhor amigo John (Lucien Laviscount) resolvem sair do dormitório do campus da faculdade para uma casa, onde o trio dividiriam. O pontapé do suspense começa quando Elliot encontra o criado-mudo (já presente na casa) rabiscado várias vezes com “The Bye Bye Man”. A partir do momento em que ele diz o nome em voz alta. Aconselho a não perder tempo com esse filme de terror de quinta categoria.

NOTA 4,0

Crítica | Jack Reacher: Sem Retorno

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Título                         Jack Reacher: Never Go Back (Original)

Ano produção            2016

Dirigido por               Edward Zwick

Duração                     118 minutos

Gênero                      Ação Aventura Policial

Países de Origem      Estados Unidos da América

 

Jack Reacher: Never Go Back“, nada mais é que a tentativa de Tom Cruise de se tornar um ícone desse gênero, o filme produzido por ele mesmo é quase uma desculpa para o ator esbanjar sua autoestima nas suas performances, como já fizeram tantos outros astros do gênero. O Filme conta a história de um antigo militar do exército dos EUA, Jack Reacher (Tom Cruise) que tem como missão ajudar a major Susan Turner (Cobie Smulders) de uma cilada que a liga a um esquema de tráfico de armas. Pelo meio, Reacher terá de lidar com uma jovem de 15 anos chamada Samantha Dayton (Danika Yarosh) que pode ser a sua filha biológica.

Jack Reacher: Sem Retorno se esforça para cair em todo o tipo de cliche, seja em sua construção narrativa, ou nos conceitos empregados pela direção do longa. Em termos da história do filme, a verdade é que não nada de extraordinário, nem diferente daquilo que estamos habituados a ver num filme de ação. No entanto tem alguns pontos interessantes que enriqueceram de certa forma a história. Primeiro a inclusão desta filha biológica de Reacher não vem por acaso. Serve essencialmente para tornar mais humano um personagem frio, distante e com um ar sempre em sofrimento e desconfiança. Neste filme conseguimos ver um Reacher muito mais do que um militar feito para matar e levar a cabo uma missão.

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Outro aspeto interessante neste filme é o fato de ser destacado ao longo da trama a importância das mulheres no exército norte-americano. De salutar o realce das mulheres na vida militar, demonstrando que está longe de ser um mundo exclusivo dos homens.

Por último, a partilha de protagonismo entre a personagem de Cruise e de Smulders. O que é certo é que a atriz nunca se deixou absorver pelo natural maior foco na personagem de Cruise e esteve de facto muito bom. A sua carreira até a momento tem sido pautada por boas escolhas, tentando assim descolar-se um pouco da Robin de “How I Met Your Mother“, após tantas temporadas nesse papel. Quanto a Tom Cruise, estava nas suas sete quintas.

Resumindo é um filme entretido de se ver, com boas cenas de ação e com uma forte influência das personagens femininas no desenrolar da história.

NOTA 7,0

Resenha Crítica | Quatro Vidas de um Cachorro

 

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Quatro Vidas de um Cachorro (A Dog’s Purpose) — EUA, 2017
Direção:
 Lasse Hallström
Roteiro: W. Bruce Cameron, Cathryn Michon, Audrey Wells, Maya Forbes, Wally Wolodarsky
Elenco: Josh Gad, Dennis Quaid, Peggy Lipton,  Dennis Quaid, K.J. Apa, Bryce Gheisar, Juliet Rylance, Luke Kirby, Britt Robertson
Duração: 120 min.

 

Dirigido por Lasse Hallström, que já nos trouxera um filme sobre um cão e seu dono anteriormente, com Sempre ao Seu Lado, além de outras obras de destaque, como Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador ChocolateQuatro Vidas de um Cachorro é o típico filme feito para arrancar lágrimas da audiência, Achei para ser mais um (adorável) filme sobre cachorros. Daqueles de sair do cinema enxugando os olhos, com vontade de abraçar o primeiro peludo que passasse na rua.

A obra em questão até tenta adotar um tipo de espiritualidade ao trazer a ideia de que o espírito do cachorro reencarna em diferentes caninos A trama toma isso como base e nos mostra as cinco vidas de um cão, quem colocou o titulo em Portugues (Quatro Vidas de um Cachorro) não conto quantas vida os cachorro teve (kkkk): a primeira é muito curta e por isso, provavelmente, foi ignorada por quem traduziu o nome do filme no Brasil, na segunda ele encontra o dono perfeito, Ethan (Bryce Gheisar, K.J. Apa e Dennis Quaid), que acompanhamos da infância à juventude e na quarta vida voltamos para a fase adulta. A terceira vida, por sua vez, o coloca como um cão policial, na quarta como um Corgi e a última temos um retorno às origens.

Se eu fui muito breve com a descrição de cada vida é justamente porque elas não oferecem absolutamente nada além de seu melodrama barato,  achei que o filme traria mais emoção, mas não há conteúdo algum, ou conflito além da morte que sabemos que irá acontecer. Se havia alguma surpresa sobre o cachorro reencontrar seu dono em uma vida futura, isso foi completamente estragado pelos trailers. Para aqueles que leram essa crítica e não sabiam nada disso, não se preocupem, a própria história faz questão de deixar esse reencontro bastante óbvio desde cedo, inclusive tornando os trechos com Ethan bem mais longos que os outros, o que estraga qualquer potencial surpresa.

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Essa preocupação maior com os trechos do “dono perfeito” acabam gerando uma outra dúvida: era necessário mostrar mais duas vidas filler entre a segunda e a quinta? Evidentemente que não, aquilo está ali somente para tornar o negócio todo o mais dramático possível e fazer as pessoas saírem do cinema dizendo “que filme bom, eu chorei muito”, quando, na verdade, foram pegas pelo velho truque do filme sem conteúdo. Chega a ser engraçado como nenhum arco pessoal, mesmo do cachorro, é desenvolvido ao longo da projeção, apenas o vemos fazendo cachorrices e o roteiro tenta nos empurrar de que isso é material digno para um longa-metragem, quando seria muito melhor colocado como propaganda de casa de adoção.

Temos aqui um desejo absoluto do texto se demonstrar “fofinho” e que não oferece nenhuma informação além das óbvias que já vemos pelas imagens. Ouso dizer que a obra conseguiria ser mais impactante apenas com os latidos dos cachorros, dispensando o ser humano que fala por trás delas. Mesmo a busca pelo seu propósito de vida, que permeia toda a narrativa, prova ser uma total perda de tempo para o espectador, visto que nada de relevante emerge no final, além da óbvia mensagem que já seria firmada sem ser necessário o uso de palavras.

Nota 6,0

Tudo a Mais

para inciar o mês de maio

Que a gente tenha mais vontade e menos preguiça. Mais coragem e menos medo. Mais alegria e menos lágrimas. Mais abraços e menos vazio. Mais sorrisos e menos cara amarrada. Mais leveza e menos reclamações. Mais saúde e menos doença. Mais colo e menos solidão. Mais mãos dadas e menos braços vazios. Mais conhecimento e menos cabeça fechada. Mais trabalho e menos corpo mole. Mais mudança e menos mais do mesmo. Mais acertos e menos erros. Mais entendimento e menos julgamento. Mais acolhimento e menos frustração. Mais perdão e menos picuinha. Mais elogio e menos fofoca. Mais reforço positivo e menos crítica negativa. Mais respeito e menos grosseria. Mais educação e menos palavrão. Mais caridade e menos olhares para o próprio umbigo. Mais olho no olho e menos palavras que nada valem. Mais tolerância e menos rebeldia. Mais cuidado e menos egoísmo. Mais doçura e menos grito. Mais esperança e menos desilusão. Mais fé e menos incertezas. Mais resposta e menos interrogação. Mais amor e menos gente que não sabe o que isso significa.

— Clarissa Corrêa.