Resenha Crítica | Quatro Vidas de um Cachorro

 

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Quatro Vidas de um Cachorro (A Dog’s Purpose) — EUA, 2017
Direção:
 Lasse Hallström
Roteiro: W. Bruce Cameron, Cathryn Michon, Audrey Wells, Maya Forbes, Wally Wolodarsky
Elenco: Josh Gad, Dennis Quaid, Peggy Lipton,  Dennis Quaid, K.J. Apa, Bryce Gheisar, Juliet Rylance, Luke Kirby, Britt Robertson
Duração: 120 min.

 

Dirigido por Lasse Hallström, que já nos trouxera um filme sobre um cão e seu dono anteriormente, com Sempre ao Seu Lado, além de outras obras de destaque, como Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador ChocolateQuatro Vidas de um Cachorro é o típico filme feito para arrancar lágrimas da audiência, Achei para ser mais um (adorável) filme sobre cachorros. Daqueles de sair do cinema enxugando os olhos, com vontade de abraçar o primeiro peludo que passasse na rua.

A obra em questão até tenta adotar um tipo de espiritualidade ao trazer a ideia de que o espírito do cachorro reencarna em diferentes caninos A trama toma isso como base e nos mostra as cinco vidas de um cão, quem colocou o titulo em Portugues (Quatro Vidas de um Cachorro) não conto quantas vida os cachorro teve (kkkk): a primeira é muito curta e por isso, provavelmente, foi ignorada por quem traduziu o nome do filme no Brasil, na segunda ele encontra o dono perfeito, Ethan (Bryce Gheisar, K.J. Apa e Dennis Quaid), que acompanhamos da infância à juventude e na quarta vida voltamos para a fase adulta. A terceira vida, por sua vez, o coloca como um cão policial, na quarta como um Corgi e a última temos um retorno às origens.

Se eu fui muito breve com a descrição de cada vida é justamente porque elas não oferecem absolutamente nada além de seu melodrama barato,  achei que o filme traria mais emoção, mas não há conteúdo algum, ou conflito além da morte que sabemos que irá acontecer. Se havia alguma surpresa sobre o cachorro reencontrar seu dono em uma vida futura, isso foi completamente estragado pelos trailers. Para aqueles que leram essa crítica e não sabiam nada disso, não se preocupem, a própria história faz questão de deixar esse reencontro bastante óbvio desde cedo, inclusive tornando os trechos com Ethan bem mais longos que os outros, o que estraga qualquer potencial surpresa.

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Essa preocupação maior com os trechos do “dono perfeito” acabam gerando uma outra dúvida: era necessário mostrar mais duas vidas filler entre a segunda e a quinta? Evidentemente que não, aquilo está ali somente para tornar o negócio todo o mais dramático possível e fazer as pessoas saírem do cinema dizendo “que filme bom, eu chorei muito”, quando, na verdade, foram pegas pelo velho truque do filme sem conteúdo. Chega a ser engraçado como nenhum arco pessoal, mesmo do cachorro, é desenvolvido ao longo da projeção, apenas o vemos fazendo cachorrices e o roteiro tenta nos empurrar de que isso é material digno para um longa-metragem, quando seria muito melhor colocado como propaganda de casa de adoção.

Temos aqui um desejo absoluto do texto se demonstrar “fofinho” e que não oferece nenhuma informação além das óbvias que já vemos pelas imagens. Ouso dizer que a obra conseguiria ser mais impactante apenas com os latidos dos cachorros, dispensando o ser humano que fala por trás delas. Mesmo a busca pelo seu propósito de vida, que permeia toda a narrativa, prova ser uma total perda de tempo para o espectador, visto que nada de relevante emerge no final, além da óbvia mensagem que já seria firmada sem ser necessário o uso de palavras.

Nota 6,0

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