Crítica | Rogue One: Uma História Star Wars 

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Rogue One: Uma História Star Wars

Direção: Gareth Edwards (II)

Roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy

Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn

 

Rogue One: Uma História Star Wars é um filme que consegue trazer ideias novas para revigorar a franquia e que se arrisca em alguns momentos, ao dar novas nuances para as batalhas entre Aliança e Império, mas sem jamais esquecer suas origens. Ele é realmente uma história que faz parte do universo Star Wars, sem se contentar em seguir apenas uma receita de bolo.

Rogue One tinha uma enorme responsabilidade e pressão sobre si: a de ser o primeiro derivado de uma franquia aclamada como Star Wars. O que vemos é um longa coeso, tecnicamente impecável, bem estruturado, com atos bem definidos, e que leva Star Wars para um novo caminho, nunca antes trilhado, que mostra como as possibilidades podem ser infinitas nessa galáxia muito, mas muito distante.

A trama é o que já se esperava, e segue o gancho deixado pelo próprio George Lucas em 1977, no primeiro Star Wars, quando o hoje clássico texto introdutório do filme revelava que a Aliança Rebelde havia tido sua primeira vitória na luta contra o Império Galático, com uma célula rebelde que conseguiu roubar os planos da Estrela da Morte, a super arma imperial. O que Rogue One faz é simplesmente contar essa história, trazendo o grupo de rebeldes que conseguiu executar essa missão, como ela foi executada, e os sacrifícios que precisaram ser feitos para que esses planos chegassem nas mãos da princesa Leia Organa, dando início aos eventos que vimos nos minutos iniciais de Uma Nova Esperança. Voltando bastante no tempo, somos apresentados a Galen Erso (Mads Mikkelsen), um ex-engenheiro imperial que vive com sua esposa e filha em um remoto planeta como fazendeiro, até que recebe a visita de Krennic (Ben Mendelsohn), diretor imperial do projeto da Estrela da Morte, que precisa de Erso para dar continuidade ao projeto, por mais que o engenheiro não queira ir.

O prelúdio é curto, e serve apenas para introduzir a difícil infância da filha de Galen, Jyn Erso (Felicity Jones), que acaba sendo criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), um rebelde tão extremista, que seus atos não são bem vistos nem mesmo pela própria Aliança Rebelde, e que acaba agindo separadamente, com uma célula terrorista alocada no planeta Jheda.

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Forte, destemida e corajosa, Jyn acaba se envolvendo com a Aliança Rebelde em uma missão que envolve uma mensagem enviada por seu pai, que é quando descobrem a falha proposital deixada por Galen no projeto da Estrela da Morte, e que serve de mote para o filme, trazendo a tão esperada busca pelos planos da arma, capaz de destruir um planeta com seu poder de fogo.

Mas tudo no filme é perfeito? Diria que não. Apesar de tecnicamente impecável, ele acaba se prejudicando em alguns momentos, e por alguns motivos. Talvez por isso, parte do terceiro ato tenha resolvido apelar para a nostalgia (o que era inevitável), e com isso, consequentemente acaba sendo o melhor ato do filme. A Batalha de Scarif é de tirar o fôlego, sendo talvez uma das melhores de Star Wars, e que acaba trazendo alguns dos momentos mais icônicos de toda a franquia. É uma sequência ousada, bastante corajosa para um filme de Star Wars, e que não deve em nada para qualquer filme de guerra.

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De forma geral, Rogue One  cumpre o seu papel de forma primorosa. Ele não apenas conta a sua história de uma forma coesa, amarrando pontas soltas e se conectando de uma forma majestosa.

Nota 7,8

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