RESENHA CRÍTICA| TITAN

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The Titan (Reuni Unido, Espanha, EUA, 2018)
Direção: Lennart Ruff
Roteiro: Max Hurwitz, Arash Amel
Elenco: Sam Worthington, Taylor Schilling, Tom Wilkinson, Agyness Deyn, Nathalie Emmanuel, Corey Johnson, Aleksandar Jovanovic, Aaron Heffernan, Nathalie Poza, Steven Cree, Diego Boneta, Alex Lanipekun, Noah Jupe, Naomi Battrick, Ben Aldridge
Duração: 97 min.

A obra cinematográfica nos leva a um futuro caótico do planeta Terra, com poucos recursos naturais, poluição tendo destruído boa parte da natureza, superpopulação incrementando a miséria e a proliferação de doenças e, no topo de tudo, guerras, armas químicas e contaminação radioativa cumprindo o seu papel na extinção do homem, tudo agindo contra o progresso, uma das ideias que surgem e como resposta natural aos grupos negacionistas em relação ao aceleramento da degradação do planeta pelas mãos do homem.

O filme nos mostra uma alternativa radical aonde Tom Wilkinson vive o Professor Martin Collingwood, que dirige um programa cujo objetivo é preparar humanos com bastante resistência a situações extremas para serem “adaptados e melhorados”. Isso possibilitaria a colonização de Titã, o maior satélite natural de Saturno e o segundo maior de todo o Sistema Solar. Em pouco tempo, o espectador entende a força de discussão bioética, de gigantescos avanços da medicina e sua pesquisa em humanos, tudo para “o bem da humanidade”, claro. Em dado momento da história, as experiências nazistas são pautadas por tamanha desumanidade são citadas, e não é à toa que isso acontece. Há bastante espaço para discutir essa questão, assim como um bom início do roteiro ao apresentar um ponto de vista no mínimo curioso sobre a colonização de um lugar fora da Terra.

Essa transformação e o destino final que o filme dá aos transformados é muito difícil de engolir. Por isso o que  acaba sobrando de bom apenas a relação entre Rick (Sam Worthington), sua esposa Abi (Taylor Schilling) e o filho Lucas (Noah Jupe) talvez a única parte consistente de todo o roteiro. E o problema principal, são as inconsistência dos fatos. O roteiro é básico. Não existem profundos mergulhos dramatúrgicos no processo, logo, o que vemos de cada um está adequado aos seus personagens e ao enredo do qual fazem parte.

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O problema mesmo é que não há foco para esses indivíduos e as poucas cenas de estabelecimento de um bom drama são cortadas abruptamente para darem lugar a algo menos interessante, a ponto de chegarmos ao final com uma tensão épica, a estranha colocação do tal Homo Titanus em seu habitat e… fim. Não temos um link de como ele chegou lá, simplesmente o expectador pisca e Rick esta em Titan. Essa cereja mal colocada do bolo vem com o tal “voo” do Titanus no final, não dando nada para o espectador. Difícil aceitar tudo isso. Infelizmente o roteiro resolve coisas demais em elipse, a montagem paralela simplesmente não funciona e a trilha sonora dá um recado que o filme não sustentava já há muito tempo. Esta película teria uma historia interessante se tivesse sido bem explorado.

PONTOS POSITIVOS

– A história é boa, mesmo que às vezes seja confusa;

– Maquiagem e seres são legais;

PONTOS NEGATIVOS

– O filme não prende tanto quanto poderia;

– Muitos personagens desinteressantes;

NOTAS

NOTAS DO EDITOR

VISUAL 7.0

SOM 7.0

DIVERSÃO 7.0

ATUAÇÃO 7.0

EXPERIÊNCIA 6.0

IMERSÃO 6.5

Media  ¨6.5

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