Resenha Crítica| VELOZES & FURIOSOS 8

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Titulo Original:  The Fate of the Furious 8
Titulo no Brasil: Velozes e Furiosos 8
Direção: : F. Gary Gray
Elenco:  Charlize Theron, Destiny Lopez, Don Omar, Dwayne Johnson, Eden Estrella, Elsa Pataky, Friday Chamberlain, Helen Mirren, Jason Statham, Jimmy Dempster, Kim Evans, Kristofer Hivju,
Gêneros: Ação Policial Thriller
Nacionalidade Estados Unidos da América/França/Japão/Samoa Americana

 

Enfim chegamos ao oitavo filme de uma franquia de grande sucesso iniciada lá no começo dos anos 2000. Sou um grande fã da franquia e acompanho filme por filme.

A série foi iniciada como uma aposta voltada para corridas de ruas ilegais, onde o foco era os rachas noturnos nas ruas americanas e roubos de cargas. Velozes trouxe um elenco que com o passar do tempo você torce para os bandidos. Com o passar dos anos o filme foi deixando de lado o foco em corridas de ruas e virando um filme de ação policial misturado com bastante mentiras, e aos poucos foi desagradando uns e outros.. Agora falando do oitavo filme o roteiro me surpreendeu muito e achei o enredo de Velozes 8 um dos melhores de toda série. Os trailers se encarregaram em deixar o público com uma grande dúvida e ao mesmo tempo um pouco de raiva, ao entregar que Dominic Toretto (Vin Diesel) seria o novo vilão junto com Cipher (Charlize Theron). Dom traiu sua família??? Será??? Logo ele que considerava a família a coisa mais importante, e sempre repetia uma frase que dizia: Nunca se deve virar as costas para a família.

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O roteiro é muito bom, ele te deixa com raiva logo no início e começam a surgir inúmeras dúvidas como: Por que ele está fazendo isso? O que tinha na tela daquele celular que Cipher entregou pra ele em cuba que o deixou tão transtornado ao ponto de virar as costas para sua família e se aliar a ela? Às reviravoltas são muito boas e muito bem sacadas, a ideia que trouxeram para o filme funciona muito bem. no meio, o filme já começa a explicar alguns fatos que estavam em abertos e por fim você se depara com o inesperado e figuras vão aparecendo e se encaixando em cada parte, até você intender realmente qual era todo o propósito do filme, é fantástico, funciona muito bem.

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O longa já começa com Dom e Letty passando sua lua de mel em cuba e pra quem estava com saudades das corridas, elas voltaram e em grande estilo, mostrando toda maestria de Dom como nos velhos tempos. Toda história criada envolvendo os filmes passados até chegar em Cipher ficou muito boa. Charlize funciona muito bem como vilã. Dwayne Johnson está de volta, Jason Statham também voltou, seu personagem é mostrado de uma forma totalmente diferente do que vimos antes (criaram toda uma história para encaixar Deckard Shaw na trama)

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The Rock são muito boas, principalmente nas tretas verbais. Michelle Rodriguez está de volta com uma Letty sofrível e também mortal, as surpresas maiores da trama ficam por sua conta, principalmente com Dom. Tyrese Gibson é sempre o cômico Roman Pearce, sempre piadista e sempre fazendo o público dar várias gargalhadas. Tyrese é muito divertido. Ludacris se encaixa bem na família e é fundamental com suas ideias. Nathalie Emmanuel volta com sua personagem Ramsey que foi salva por Dom em Velozes 7 e dessa vez entrou pra família e ajuda Tej com seu cérebro hacker. Kurt Russell aparece novamente como Sr. Ninguém e assim como no 7 também comanda a operação, dessa vez ele conta com um assistente atrapalhado, Ninguémzinho (Scott Eastwood). Luke Evans (Owen Shaw) tem uma pequena participação com o irmão e ainda conta com a mamãe Shaw (Helen Mirren). Lucas Black (Sean Boswell), Don Omar (Santos) e Tego Calderon (Leo) também tem uma pequena aparição no filme. Não posso esquecer de Elsa Pataky (a Sra. Thor), que teve um boa participação como Elena nos filmes anteriores e é dela a principal razão para todo transtorno de Dominic Toretto em Velozes 8 (realmente é uma pena os seus acontecimentos).

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Gary Gray entrega um VELOZES & FURIOSOS 8 diferente em alguns pontos, com um roteiro de Chris Morgan e Gary Scott Thompson muito funcional e agora é esperar o que ainda vem por ai. Destaco a cena final da homenagem de Dominic Toretto a Brian O’Conner diante de toda família reunida a mesa (um costume final de todos filmes da série

NOTA 8,0

Resenha Crítica| Resident Evil 6: O Capítulo Final

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Titulo Original: Resident Evil: The Final Chapter
Titulo no Brasil: Resident Evil 6: O Capítulo Final
Direção: : Paul W.S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich , Ali Larter , Wentworth Miller
Gêneros: Ação / ficção cientifica/ fantasia
Nacionalidade Alemanha/Austrália/Canadá/França

 

Após cinco filmes de sucesso, a franquia ‘Resident Evil‘ chega ao seu desfecho com o aguardado ‘O Capítulo Final‘- lançado 15 anos após o filme original O ciclo que se encerra aparentemente traz de volta não só a pegada de horror do início da série – com sustos previsíveis no escuro, a céu aberto, para todos os gostos – mas também uma “sujeira” na maneira como Anderson acelera a ação e a duração dos planos para tornar RE6 mais violento e radical, o que na comparação faz RE5 parecer o máximo da contemplação e da elegância.

Em ‘Resident Evil 6: O Capítulo Final‘, Alice (Milla Jovovich) tem 48 horas para retornar para Raccoon City e definir de uma vez por todas o destino da Raça Humana, agora que a Umbrella Corporation tenta aniquilar todos os sobreviventes restantes do apocalipse. Em uma corrida contra o tempo, Alice vai unir forças com velhos amigos, e um aliado improvável, em uma batalha repleta de ação com zumbis e novos monstros mutantes.

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O roteiro, escrito pelo diretor Paul W.S. Anderson, acerta ao amarrar várias pontas soltas dos filmes anteriores e criar um desfecho digno e mirabolante para a jornada de Alice. É interessante ver como vários elementos dos filmes anteriores foram deixados propositalmente em aberto para que pudessem ser resolvidos nesse Último Capítulo.

 RE6 pode ser visto até como um filme bastante confessional, na medida em que Anderson dá à sua família (Milla Jovovich entra em cena acompanhada da filha dela com Anderson, Ever, que interpreta a Rainha Vermelha apenas neste filme) uma importância muito particular. Para combater a poderosa Alice, a trama recrutou dois grandes vilões dos filmes anteriores: Iain Glen e Shawn Roberts, que continuam nos papeis de Dr. Alexander Isaacs e Albert Wesker, respectivamente.

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O elenco de apoio é pouco explorado pelo filme ‘Resident Evil 6: O Capítulo Final‘ consegue recuperar a tensão e horror da franquia, sem abandonar as cenas de ação desenfreadas que marcaram as sequências. É um deleite para os fãs dos jogos e dos filmes, e encerra com chave de ouro.

NOTA 7,5

 

Resenha Crítica| O Auto da Compadecida

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Titulo Original: O Auto da Compadecida (Original)

Direção: Guel Araes

Elenco: Aramis Trindade (Cabo Setenta), Bruno Garcia – Vicentão, Denise Fraga (Dora), Diogo Vilela ( Padeiro Eurico), Enrique Diaz (Capanga),Fernanda Montenegro (Nossa Senhora, a Compadecida), Lima Duarte (Bispo), Luis Melo (Diabo), Marco Nanini (Cangaceiro Severino), Matheus Nachtergaele (João Grilo), Maurício Gonçalves (Jesus), Paulo Goulart, (Major Antonio Morais),Rogério Cardoso (Padre João),Selton Mello (Chicó), Virginia Cavendish (Rosinha)

Gêneros: Aventura Comédia Nacional

O filme o Auto da compadecida (2000) passa bem longe dos filme dos trapalhões no auto da compadecida, nesta versão de 2000  Selton Mello (Chicó) e  Matheus Nachtergaele (João Grilo)  fazem uma comédia irresistível. O Auto da Compadecida, dirigida por  Guel Arraes. Antes que a confusão se estabeleça, vamos aos esclarecimentos. O Auto da Compadecida é uma peça de teatro escrita por Ariano Suassuna, em 1955. Nestes 45 anos, o premiado texto já passou pelas mais diversas adaptações e interpretações.

A história gira em torno de dois amigos que se viram como podem, no nordeste brasileiro da época do Cangaço. João Grilo (Matheus Nachtergale) é astuto, conversador, ágil em seus pensamentos, trambiqueiro. Chicó (Selton Mello, irretocável) é bom de coração, mas lento das idéias e com uma enorme propensão à covardia. Juntos, os dois fazem uma parceria inesquecível na corrida pela difícil sobrevivência nordestina. Qualquer um que se descuide, por um minuto que seja, é presa fácil para a astúcia de João Grilo. Até o demônio, se for o caso. Literalmente.

 

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Os mais puristas podem repudiar o estilo assumidamente televisivo de O Auto da Compadecida. Sua montagem é frenética e o seu ritmo, alucinante. Nos primeiros minutos, o espectador mais desavisado pode até perder algumas linhas de diálogo, tamanha é a rapidez da metralhadora giratória falante de João Grilo. Falta um “respiro”, um plano aberto, uma seqüência mais contemplativa.

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Porém, na medida em que se mergulha na trama, o humor, a criatividade do texto e a excelente interpretação do elenco deixam em segundo plano qualquer falta de pretensão artística e cinematográfica que se possa atribuir ao Auto.

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Brasileiríssimo na forma e no conteúdo, mundial no tema do humilde esperto sobrepujando o rico presunçoso, O Auto da Compadecida se une a Eu Tu Eles na eterna busca do cinema nacional pelo seu público perdido.

NOTA 7,0

Resenha Crítica| Meu Malvado Favorito 3

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Titulo Original: Despicable me 3
Titulo no Brasil: Meu Malvado Favorito 3
Direção: Kyle Balda Pierre Coffin
Elenco: Dana Gaier, Elsie Fisher, Jenny Slate, Julie Andrews, Kristen Wiig, Miranda Cosgrove, Nev Scharrel, Pierre Coffin, Russell Brand, Steve Carell, Steve Coogan, Trey Parker
Gêneros: Animação Comédia Família
Nacionalidade EUA

Para quem não se lembra dos outros filmes  vai ai um pequeno  feedback,  Meu Malvado Favorito 1, tínhamos um Gru (voz de Steve Carell no original) autointitulado mestre do crime, clamando o posto de maior vilão do mundo. Até que em sua porta, aparecem três pequenas meninas (Agnes, Margot e Edith), dispostas a derreterem seu coração. Essa paternidade inesperada é o tema do primeiro filme.  Já em Na continuação Meu Malvado Favorito 2 o  gelo do músculo mais forte de Gru segue derretendo, e o sujeito se apaixona por Lucy (Kristen Wiig). Totalmente reabilitado, Gru abandona a vida de crime, e agora trabalha para os mocinhos. É onde o encontramos no início de Meu Malvado Favorito 3.

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A trama aqui, escrita pelos mesmos Ken Daurio e Cinco Paul dos filmes anteriores, é bem simples e talvez seja a menos interessante da franquia.. neste filme  Gru descobre um irmão gêmeo que nunca soube possuir – isso mesmo! O contraponto de personalidades entre os irmãos é ironicamente adereçado, através de suas aparências físicas e mais ainda pelos comportamentos.

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Ao interagir com o irmão perdido, Gru deixa de exercer a dinâmica com as filhas e com os Minions, parte do charme do original. Porém, para não se tornarem totalmente obsoletos para o longa, a turminha ganha suas próprias subtramas. Assim, temos o trecho em que Lucy aprende a se tornar mãe (depois de Gru, agora é a sua vez) e outro no qual os Minions abandonam Gru e acabam presos

O que salva Meu Malvado Favorito 3 é o “vilão e antagonista Balthazar ‘Evil’ Bratt, uma explosão alucinada e hilária, na forma de festa dos anos 1980. É ver para crer.

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Os baixinhos por outro lado, não pegarão as inúmeras referências direcionadas para os papais e os que já passaram dos trinta.confesso que as músicas eu minha esposa estávamos a todos momento que tocava ficava alucinado, mas as crianças não terão uma referência. Isso sem perder o timing e a essência do personagem preso ao passado. Meu Malvado Faxorv div ersão leve e despretensiosa, que garante o entretenimento dos pequenos, sem ofender os grandinhos.

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NOTA 7,0

Resenha Crítica| Invasão Alienígena

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Titulo Original: “The Recall
Titulo no Brasil: Invasão Alienígena”,
Direção: Mauro Borrelli
Elenco: RJ Mitte, Wesley Snipes, Jedidiah Goodacre, Niko Pepaj, Hannah Rose May,Graham Shiels, Vicellous Shannon, Elisha Kriis, Laura Bilgeri, Guy Griffithe,Tracey Hway, Megan Pereira, Sydney Powers, Dane Bowman, Benjamin DeWalt
Gêneros: Ficção científica,
Nacionalidade Canadá

Lembro-me dos bons tempos em que via Wesley Snipes. em filmes  consagrados como New Jack City, Passageiro 57 (1992) ou To Wong Foo, Thanks for Everything! Julie Newmar, mas infelizmente nem tudo são mar de rosa e se meteu nessa furada de filme. Infelizmente, Snipes anda Amargando fracassos desde a franquia “Blade: O Caçador de Vampiros”, e também sendo preso por 3 anos, acusado de sonegação fiscal.

Wesley e o o ator escalado para fazer esse  longa-metragem de ficção científica “Invasão Alienígena”, um título besta para o satisfatório original “The Recall”, onde o ator vive um cara que caça…ets…dentro da selva…Buscando vingança… E tenta ajudar um grupo de jovens que chegou na hora errada ao local  e tentam  fugir da invasão iminente.

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Em “The Recall”, cinco amigos decidem aproveitar o final de semana em uma casa remota, sem saber que o planeta está sob invasão alienígena e abdução em massa. O filme é escrito e dirigido por Mauro Borrelli, que trabalhou no departamento de arte de obras como “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”, “Capitão América: O Primeiro Vingador”, “Os Oito Odiados” e no ainda inédito “Star Wars: Os Últimos Jedi”., tendo participação nesses filmes pelo visto não aprendeu nada, pois com uma ideia muito promissora, que mistura ameaça alienígena com a nossa evolução das espécies, o filme não agrada, não cativa nem mesmo os aliens, Snipes faz meio que um Rambo – em programado para matar .

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um elenco que traz também RJ Mitte, de “Breaking Bad”, Um desperdício de um outrora astro, que poderia ser muito mais útil. Um péssimo filme digo para os cinéfilos passem bem longe e não percam tempo.

Nota 3,5

Resenha Crítica| Onde Está segunda?

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Titulo Original: WHAT HAPPENED TO MONDAY?

Titulo no Brasil: Onde Está Segunda?’

Direção: Tommy Wirkola

Elenco: Noomi Rapace, Glenn Close, Willem Dafoe

Gêneros: Ficção científica, Suspense

Nacionalidade EUA, Reino Unido, França, Bélgica

 

Filme extremamente inteligente, original, e imprevisível, que prende até o fim. Com grandes atuações da protagonista que vive 7 identidades diferentes. Grande filme, vale cada minuto de sua atenção… O maior pecado, é esse filme não ter passando nos cinemas, 5 estrelas sem medo.

A história é a seguinte: num futuro não muito distante, a bióloga Nicolette Cyman (Glenn Close), implantou um projeto onde todos os casais só podem ter um filho, no qual a justificativa é reduzir a população do Planeta Terra, que, está em defasagem. Assim, seria possível “estacionar” a humanidade e controlar alimentação, saúde e segurança pública. Para as mulheres que tiveram mais de um filho, há a promessa de que essas crianças hibernariam e voltariam anos mais tarde. No entanto, uma mulher tem sete filhas gêmeas e morre no parto, deixando a tarefa para o avô das crianças, Terrence (Willem Dafoe), a missão de esconder as sete meninas. Para isso, ele arquitetou um apartamento onde elas viveriam escondidas, e cada uma sairia apenas um dia da semana para trabalhar, estudar e se divertir. Durante 30 anos, elas se identificaram com os seus dias respectivos, mas numa determinada data, Segunda-Feira (Monday) desaparece e as irmãs se unem para poder salvá-la, mesmo sem saber onde está e por qual motivo sumiu..

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A partir daí, o filme ganha vida e traz muitos tiros, brigas, lutas e por aí vai. ‘ Onde Está Segunda?’ão dispensa sangue, mas vai deixar a tela recheada de vermelho. A fotografia de um mundo futurista e apocalíptico mostra o declínio e a longevidade do Planeta Terra: horas por prédios sujos e decadentes, como no caso onde mora nossas protagonistas, como uma agência límpida e completa de tecnologias modernas. A sueca Noomi Rapace (‘Alien Convenant’) entrega com perfeição sete distintas convivendo lado a lado. Noomi participa de praticamente todas as cenas do filme, que chega a duas horas de duração. A trama leva do futuro à conexão da realidade mundial: a superpopulação.

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Infelizmente o roteira deixa  deseja em diversos pontos. No final ficam perceptíveis varias duvidas sobre vários motivos que levaram o desaparecimento de Segunda, e por que o avô interpretando por Willem Dafoem some em tao pouco tempo, nao temos uma definição o que? quando e como sumiu?, No entanto , grandiosidade deste fime da NetFlix supre a carência da historia. Eu particularmente gostei das reviravoltas dadas pelo filme

NOTA 7,5

 

Resenha Crítica|Alien: Covenant

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Titulo Original: Alien: Covenant

Titulo no Brasil: Alien: Covenant

Direção: Ridley Scott

Elenco: Amy Seimetz, Benjamin Rigby, Billy Crudup, Callie Hernandez, Carmen Ejogo, Danny McBride, Demián Bichir, Goran D. Kleut, Guy Pearce, James Franco, Jussie Smollett, Michael Fassbender

Gêneros Ficção Científica Terror Thriller

Nacionalidade EUA

Em 2012 quando foi lançado o filme  Prometheus  fiquei com altas expectativas, mas após assisti-lo fiquei completamente decepcionado. Quando vi o lançamento do filme Alien: Covenant. Com a direção de  Ridley Scott senti que este honraria a franquia Alien, mas o que vemos e a sequência direta do longa anterior, Covenant traz uma nave em missão colonizadora em busca de um planeta que seja habitável para a espécie humana, O que podemos observar no decorrer do filme que desta vez, pelo menos, é que não é uma explicação oblíqua como a de Prometheus e sim uma ponte direta com a trama do Alien original.

Os atores estao muito bem representados mas acho que poderiam ser melhor explorados, Michael Fassbender retorna ao papel do robô David, numa trama que se passa alguns anos depois do fim de Prometheus. A ligação é ostensiva com o longa anterior, embora o elenco se renove e a trama seja uma narrativa de horror: a tripulação da nave Covenant busca expandir os limites da humanidade pelo espaço mas mexe com o desconhecido e paga o sangrento preço por esse desafio. A tripulação toda está em sono profundo no trajeto, com exceção de Walter (Michael Fassbender), um andróide que toma conta da segurança de todos. Quando uma tempestade de neutrinos atinge a Covenant, seus tripulantes acordam e descobrem um outro planeta, bem mais próximo do destino original, e decidem explorar o lugar. Se Prometheus enveredava mais pela ficção científica, Alien: Covenant se contenta horror espacial.

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Não estamos acostumado com aliens comportados  o desinteresse do diretor Scott pensa e realiza suas cenas de horror se soma o subaproveitamento do ótimo elenco. Sua protagonista Daniels (Katherine Waterston) é uma versão recauchutada de Ripley com um arco dramático de superação menos sutil que o da protagonista do original, e ao resto da tripulação cabe apenas reagir de forma estúpida ao perigo, seja metralhando tanques explosivos, agindo com displicência em atmosfera selvagem ou simplesmente metendo a cara onde não deve. O fato de Alien: Covenant desperdiçar a chance de reunir James Franco e Danny McBride em cena já diz bastante sobre seu senso de oportunidade.

Em compensação, Fassbender faz os melhores androides que a franquia já teve, num longa que acaba consumando uma tendência que já era vista desde 1979: são os androides de Alien os canalizadores de toda a discussão que os filmes promovem sobre a aproximação de homem com Deus, nos quais a criatura assassina do espaço personifica o castigo divino. Não é por acaso que Scott retornou à franquia pegando para si o mito de Prometeu, e Fassbender consegue dar aos seus personagens a dimensão trágica que esse diálogo com a grandiosidade grecoromana exige.

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O saldo, porém, é bastante discutível. Alien: Covenant fica muito abaixo dos outros filmes como experiência de horror e claustrofobia, e no fim das contas acaba servindo a um propósito muito funcional de tapar lacunas que até hoje se preencheram com pavor e mistério.

NOTA 6,8